sombra inevitável nenhuma luz contraste desejo morre na fina dor da transparência pode ser tudo pode ser talvez pode ser um dia pode ser quase ou nada
junho 18, 2013
junho 16, 2013
38
cada segundo cada minuto cada pedaço de tinta de ti de mim prece nesse muro tempo que nunca foi não será nem se_quer acontece
junho 15, 2013
37
e depois existes tu cor que ninguém vê palavra absolutamente impossível perfumada segredada
mel que ninguém lê
mel que ninguém lê
junho 12, 2013
36
de sombra em sombra caminho(-te) como se fosse barco tu horizonte imenso cor de azul menino
diz-me: como é ser assim quase meu quase destino?
diz-me: como é ser assim quase meu quase destino?
junho 10, 2013
35
entrelinha entrenó sussurro metáfora abstrata pintura e como lá chegar se tanta grade perdura muro parede a desenhar nenhum laço espaço distância entre_nós_linhas
34
que sombra que linha que pedaço que resto que luz que nenhuma viagem que célula que poema que luar saudade que metade que horizonte que ferida página aberta que palavra invisível que pergunta
espera só e ainda?
junho 09, 2013
33
diz com palavras exatas o que no corpo (se) passa conjuga o verbo solidão silêncio desejo o verbo verbo devagar
diz e prometo não pedir nunca mais
nem perguntar
(livro na foto: Breves notas sobre o medo - Gonçalo M Tavares)
diz e prometo não pedir nunca mais
nem perguntar
(livro na foto: Breves notas sobre o medo - Gonçalo M Tavares)
32
acordo gaveta fechada sem memória dos sonhos espreito devagarinho e tudo regressa
devagar sabor a domingo sem angústia
sem desassossego
sem pressa
devagar sabor a domingo sem angústia
sem desassossego
sem pressa
junho 08, 2013
31
anoitece
e a_noite_tece lado a lado linhas umas vezes tuas outras vezes minhas
outras vezes uma só acontece
e a_noite_tece lado a lado linhas umas vezes tuas outras vezes minhas
outras vezes uma só acontece
maio 05, 2013
abril 27, 2013
29
nunca sei se sei ler o que escreves dizes respiras tudo tão fino e tantos nós e essa cor-de-quase-nada sempre presa ao corpo ao poema à canção à voz
abril 12, 2013
28
queria explicar o inexplicável fios sem luz fala sem som lágrima sangue azeite saudade sem porto parede sem porta essa leveza tudo o que não pode ser
sendo
sendo
abril 02, 2013
27
a casa o lugar dos poemas melodias memória distante dança silenciosa nunca acabada
imaculada
perfeita
imaculada
perfeita
março 25, 2013
26
digo-te agora a saudade: lua nova inquieta inverno silêncio de andorinhas eu barco desajeitado sem mar
alice relógio pressa gato um chá vontade de regressar
alice relógio pressa gato um chá vontade de regressar
março 24, 2013
março 23, 2013
23
22
chegas sempre como partiste pressinto adivinho cada respiração passos brisa perfume letra a letra gesto fluido longo demorado
é como se o tempo nunca tivesse sequer (sido) passado
é como se o tempo nunca tivesse sequer (sido) passado
março 20, 2013
21
dizem culpa minha mas recuso tu sim esse sol que se derrama sobre as coisas cores de mel primeiro depois fogo belo antes do negro estrelas nossa lua
culpa minha? das coisas?
não
toda tua
março 19, 2013
20
dói como silêncio de chuva não sei onde
dizes é no peito que a saudade se esconde eu sei que é nos olhos minha mão fechada gaveta de poemas desbotados des_sonhados nessa mala sempre pronta nunca des_feita nunca partir contigo amor viagem canção_mais_que_perfeita quase impossível quase triste
dizes é no peito que a saudade se esconde eu sei que é nos olhos minha mão fechada gaveta de poemas desbotados des_sonhados nessa mala sempre pronta nunca des_feita nunca partir contigo amor viagem canção_mais_que_perfeita quase impossível quase triste
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