fevereiro 17, 2014

54

eu sei nem darás por mim se eu me for como quando na primavera morre uma andorinha uma borboleta uma flor
 

fevereiro 16, 2014

53

de fragmentos palavras (de amor? de beijos?) se faz cada frase dia (a_dia_do e_ternamente) até ao nunca instante sítio escondido (desejado) em que tudo faça (o perfeito) sentido (com melodias sonhado?)


fevereiro 08, 2014

52

diz que é possível diz assim devagarinho que é verdade nascem voos no coração outra vez mesmo depois da saudade que podemos morrer de dor sem perceber até de amor mas depois devagarinho o tempo vem sábio sussurro e sem remédio nenhum vazio um fado novo outro navio primavera asa forte renascer diz



http://teresamartinhomarques.blogspot.pt/2014/02/como-se-faz-um-poema.html

fevereiro 05, 2014

51

e um dia um dia vou chamar-lhe amor e o caminho todo vai perder o chão vai de asa em asa vai mudar de cor



janeiro 25, 2014

50



e se um dia? e se uma vez? e se depois? e se por fim? e se agora? e se sim? e se talvez?





janeiro 04, 2014

49

eu sou muitas eu sou muitas dizia-te com urgência ramificando a alma em sombras cada vez mais finas lentamente à tua espera diluindo-me na luz molhada salgada até desaparecer(es)




dezembro 14, 2013

48

eu sonho o espaço vazio o céu sem rumo a asa escolho sempre o peso o chão a linha a estrada a casa


dezembro 02, 2013

47

fragmento de pedaço de parte de fração de mim mais inteiro que corpo partido desfeito e depois colado assim


novembro 02, 2013

46

e como fechar o rio que nasceu cresceu vai para onde vou e que ausência silêncio verão nenhum secou?



outubro 13, 2013

outubro 12, 2013

44

recortar-te colar-te onde quiser espuma de sonho feita desfeita feita desfeita feita desfeita nunca perfeita dança entre vida e morte infinitamente para sempre tecida palavra longa fina forte



agosto 16, 2013

43

poema saudade que se desdiz silêncio fazedor de noites criador de sombra apagador de luz e de giz

julho 07, 2013

42

vento in_ventado sol maior lua bemol fora de si que me in_quieta me separa de mim me divide em duas pedaço com raiz e metade só asa que voa até ti 



junho 30, 2013

41

eu dizia baixinho quando acordava o dia porque acreditava os sonhos moram inquietos numa casa longe sem palavras nem paredes e depois adormecia


junho 28, 2013

40

nunca desistir dança parada aninhada delicadamente em silêncio à espera num degrau a caminho da lua


junho 18, 2013

39

sombra inevitável nenhuma luz contraste desejo morre na fina dor da transparência pode ser tudo pode ser talvez pode ser um dia pode ser quase ou nada


junho 16, 2013

38

cada segundo cada minuto cada pedaço de tinta de ti de mim prece nesse muro tempo que nunca foi não será nem se_quer acontece




junho 15, 2013

37

e depois existes tu cor que ninguém vê palavra absolutamente impossível perfumada segredada  
mel que ninguém  lê


junho 12, 2013

36

de sombra em sombra caminho(-te) como se fosse barco tu horizonte imenso cor de azul menino
diz-me: como é ser assim quase meu quase destino?


junho 10, 2013

35

entrelinha entrenó sussurro metáfora abstrata pintura e como lá chegar se tanta grade perdura muro parede a desenhar nenhum laço espaço distância entre_nós_linhas