abril 20, 2014
57
eu tentava explicar: o caminho é como para te dizer sem te dizer
que eras tu mas por alguma razão foi sempre só meu é sempre apenas tão só o
caminho de cada um e assim lá fomos caminhando paralelamente sem dizer
palavra sem nunca nos darmos as mãos em lugar algum
abril 19, 2014
56
e de que me serves tu se na queda mar gelado apenas silêncio se nenhum beijo se nenhuma canção se nenhuma mão se nenhum abraço apertado?
abril 17, 2014
55
e por vezes um intervalo precipício nada espaço vazio nenhuma margem onde chegar para quê uma ponte apetece-me perguntar primeiro o silêncio depois o eco a resposta sem voz: a ponte somos nós
fevereiro 17, 2014
54
eu sei nem darás por mim se eu me for como quando na primavera morre uma andorinha uma borboleta uma flor
fevereiro 16, 2014
53
de fragmentos palavras (de amor? de
beijos?) se faz cada frase dia (a_dia_do e_ternamente) até ao nunca instante
sítio escondido (desejado) em que tudo faça (o perfeito) sentido (com melodias sonhado?)
fevereiro 08, 2014
52
diz
que é
possível
diz assim
devagarinho
que é verdade
nascem voos
no coração
outra vez
mesmo
depois
da saudade
que podemos
morrer de dor
sem perceber
até de amor
mas depois
devagarinho
o tempo vem
sábio sussurro
e sem remédio
nenhum vazio
um fado novo
outro navio
primavera
asa forte
renascer diz
http://teresamartinhomarques.blogspot.pt/2014/02/como-se-faz-um-poema.html
http://teresamartinhomarques.blogspot.pt/2014/02/como-se-faz-um-poema.html
fevereiro 05, 2014
51
e um dia um dia vou chamar-lhe amor e o caminho todo vai perder o chão vai de asa em asa vai mudar de cor
janeiro 25, 2014
janeiro 04, 2014
49
eu sou muitas eu sou muitas dizia-te com urgência ramificando a alma em sombras cada vez mais finas lentamente à tua espera diluindo-me na luz molhada salgada até desaparecer(es)
dezembro 14, 2013
dezembro 02, 2013
47
fragmento de pedaço de parte de fração de mim mais inteiro que corpo partido desfeito e depois colado assim
novembro 02, 2013
46
e como fechar o rio que nasceu cresceu vai para onde vou e que ausência silêncio verão nenhum secou?
outubro 13, 2013
outubro 12, 2013
44
recortar-te colar-te onde quiser espuma de sonho feita desfeita feita desfeita feita desfeita nunca perfeita dança entre vida e morte infinitamente para sempre tecida palavra longa fina forte
agosto 16, 2013
julho 07, 2013
42
vento in_ventado sol maior lua bemol fora de si que me in_quieta me separa de mim me divide em duas pedaço com raiz e metade só asa que voa até ti
junho 30, 2013
41
eu dizia baixinho quando acordava o dia porque acreditava os sonhos moram inquietos numa casa longe sem palavras nem paredes e depois adormecia
junho 28, 2013
junho 18, 2013
39
sombra inevitável nenhuma luz contraste desejo morre na fina dor da transparência pode ser tudo pode ser talvez pode ser um dia pode ser quase ou nada
junho 16, 2013
38
cada segundo cada minuto cada pedaço de tinta de ti de mim prece nesse muro tempo que nunca foi não será nem se_quer acontece
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